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Irã encerra operações de resgate após terremoto que deixou ao menos 530 mortos
Autoridades iranianas encerraram operações de resgate, dizendo que há pouca probabilidade de encontrar mais sobreviventes do terremoto que abalou partes da região oeste do país deixando ao menos 530 mortos, informou a mídia estatal nesta terça-feira.
SAIBA MAIS
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Homem observa prédio danificado na localidade de Sarpol-e Zahabm em Kermanshah, no Irã 13/11/2017 REUTERS/Tasnim News Agency
Foto: Reuters
Os sobreviventes, muitos dos quais ficaram desabrigados depois que o tremor de magnitude 7,3 atingiu vilarejos e cidades em uma área montanhosa que faz fronteira com o Iraque, lutaram durante a noite contra temperaturas quase congelantes e enfrentaram outro dia sombrio nesta terça-feira com a falta de alimentos e água.
O número de 530 mortos, relatado pela agência de notícias estatal Irna, fez deste o terremoto mais letal a atingir o Irã em mais de uma década. Milhares de pessoas ficaram feridas, 30 mil casas foram danificadas e dois vilarejos inteiros foram destruídos.
O tremor atingiu a área de fronteira entre o Irã e o Iraque, causando a maior parte dos danos no Irã, apesar de ter tido epicentro na parte iraquiana da fronteira. Autoridades iraquianas disseram que 7 pessoas morreram e 325 ficaram feridas no país, todas em províncias curdas.
O presidente do Irã, Hassan Rouhani, chegou à área atingida na província de Kermanshah na manhã desta terça-feira, e prometeu que o governo irá "usar todo o seu poder para solucionar os problemas no menor tempo possível".
Milhares de pessoas se amontoaram em campos improvisados enquanto muitos outros escolheram passar uma segunda noite ao ar livre, apesar das baixas temperaturas, porque temiam a possibilidade de mais tremores após 193 abalos secundários, afirmou a televisão estatal.
Uma jovem desabrigada em Sarpol-e Zahab, uma das cidades mais afetadas pelo terremoto, disse à TV estatal que sua família passou a noite no frio devido à falta de barracas.
"Nós precisamos de ajuda. Nós precisamos de tudo. As autoridades precisam acelerar sua ajuda", disse.
Imagens de televisão mostraram equipes de resgate vasculhando escombros em dezenas de vilarejos logo após o terremoto. Entretanto, na manhã desta teça-feira, autoridades iranianas disseram que não havia mais probabilidade de encontrar sobreviventes e encerraram o resgate.
"As operações de resgate na província de Kermanshah terminaram", disse Pir-Hossein Kolivand, chefe dos Serviços Médicos de Emergência do Irã.
STF retira da primeira instância investigação sobre irmã e primo e de Aécio
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou hoje (14) a decisão individual do ministro Marco Aurélio, que determinou o desmembramento da investigação aberta contra Andreia Neves e Frederico Pacheco, irmã e primo do senador Aécio Neves (PSDB-MG). O ex-assessor do senador Zezé Perrella (PMDB-MG), Mendherson Sousa Lima, também foi beneficiado pelo entendimento.
Com a decisão, tomada por 4 votos a 1, os acusados voltarão a ser investigados pelo Supremo. Durante o julgamento, os ministros Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso e Rosa Weber aceitaram recurso do Ministério Público Federal (MPF) e votaram conta o entendimento do relator, Marco Aurélio. De acordo com os ministros, o caso deve julgado pela Corte por haver conexão entre os crimes investigados.
Conforme decisão individual do relator, assinada em junho, os acusados seriam julgados pela primeira instância da Justiça de São Paulo, local onde Frederico e Mendherson foram gravados em ações controladas da Polícia Federal (PF) a partir das delações da JBS. Com base nas acusações, todos foram denunciados pelo crime de corrupção passiva pelo ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
Em junho, o colegiado também determinou que Andrea Neves, Frederico Pacheco e Mendherson Sousa Lima passem a cumprir prisão domiciliar. Eles estavam presos na Operação Patmos, da Polícia Federal, deflagrada a partir das delações da JBS.
Edição: Maria Claudia
Presidente da Assembleia Legislativa do Rio depõe e o filho é preso
Edição do dia 14/11/2017
14/11/2017 14h35 - Atualizado em 14/11/2017 15h33
Presidente da Assembleia Legislativa do Rio depõe e o filho é preso
O presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Jorge Picciani, é suspeito de receber propina da Federação das Empresas de Transportes do RJ.
Renata Capucci e Bette LuccheseRio de Janeiro
O presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Jorge Picciani, segundo o Ministério Público Federal, é um dos suspeitos de receber propina de empresas de ônibus do estado do Rio. Ele foi obrigado a depor e levado por policiais federais assim que saiu do avião no Aeroporto Santos Dumont. Picciani vinha de Uberlândia, no Triângulo Mineiro.
Jorge Picciani foi eleito seis vezes presidente da Assembleia, um recorde na casa, e é deputado estadual há mais de 20 anos. Além da grande influência no PMDB do Rio, ele construiu com os filhos um império na pecuária. A família é dona de várias fazendas, se dedica à criação de gado desde a década de 80 e se especializou no melhoramento genético de bovinos. Os Picciani compraram ainda a Pedreira Tamoio Mineração, fornecedora de britas para obras da Olimpíada e do BRT.
Felipe Picciani, filho do presidente da Alerj, teve a prisão temporária decretada e foi preso em Uberlândia, assim que deixou o pai no aeroporto.
Felipe comanda duas agropecuárias com sede em Uberaba. Na Agrobilara, citada em investigações da Lava Jato por atividades ilícitas, são sócios o pai e os dois irmãos: Leonardo Picciani, do PMDB, Ministro dos Esportes, e Rafael Picciani, deputado estadual e líder do PMDB do Rio de Janeiro.
Os investigadores apuram como o pagamento de propina a deputados estaduais influenciava decisões da Assembleia Legislativa do Rio em benefício do setor de transportes. A operação apura o uso da presidência e de outros cargos da Alerj para a prática de corrupção, associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, e ganhou este nome - Cadeia Velha - porque antes da Assembleia Legislativa existir no centro do Rio, havia um presídio no mesmo lugar.
Os cabeças do esquema
O esquema de corrupção, segundo os investigadores, teria começado nos anos 90, com o ex-governador Sérgio Cabral, e hoje seria comandado pelo presidente da Alerj, Jorge Picciani, pelo antecessor, o deputado Paulo Melo, e pelo líder do governo, Edson Albertassi, caciques do PMDB fluminense.
O esquema de corrupção, segundo os investigadores, teria começado nos anos 90, com o ex-governador Sérgio Cabral, e hoje seria comandado pelo presidente da Alerj, Jorge Picciani, pelo antecessor, o deputado Paulo Melo, e pelo líder do governo, Edson Albertassi, caciques do PMDB fluminense.
Paulo Melo e Edson Albertassi também foram obrigados a prestar depoimento na Polícia Federal. Os procuradores afirmam que os três "promovem os mais variados interesses de seus corruptores, não só com a edição de atos normativos, como também viabilizando contratos milionários com entes estatais, dentre outras coisas. Tudo isso em troca de indevida vantagem econômica, obtida ora por meio do financiamento de campanhas, ora com pagamentos clandestinos".
Segundo o MPF, Jorge Picciani e Paulo Melo receberam propinas da Fetranspor e da Odebrecht. Picianni, de acordo com a delação de um empresário de ônibus, recebeu mais de R$ 18 milhões somente entre fevereiro de 2016 e março de 2017, período em que a Lava Jato no Rio já estava em curso.
A Edson Albertassi foi destinado entre 2012 a 2014, um mensalão de R$ 60 mil para que ele atuasse em favor dos interesses das empresas de ônibus.
Foram presos preventivamente Jacob Barata Filho, o maior empresário do setor de ônibus do Rio, dono de mais de 25 empresas, e Lélis Teixeira, ex-presidente da Fetranspor. Os dois tinham sido presos em julho e cumpriam recolhimento noturno determinado pelo ministro Gilmar Mendes do Supremo Tribunal Federal.
Os procuradores disseram que o dinheiro ilícito vinha de uma caixinha arrecadada entre os donos das empresas. Os valores eram recolhidos nas garagens, uma vez por semana, e ficavam guardados numa transportadora.
A Polícia Federal cumpriu também mandados de busca e apreensão em vários endereços, alguns deles em gabinetes de deputados na sede da Assembleia do Rio.
Os procuradores apresentaram uma lista de leis aprovadas pelos deputados para favorecer empresários do setor de transportes. Pelo menos, quatro leis foram nos últimos anos e concedem isenções fiscais e outros benefícios.
Os investigadores dizem que essa corrupção continuou mesmo depois da prisão do ex-governador, Sérgio Cabral, do PMDB, que completa um ano essa semana, e que o pagamento de propina nos poderes Legislativo e Executivo do Rio agravou, e muito, a crise financeira do estado.
Operação antecipada
A operação aconteceria no final de novembro, mas os investigadores decidiram antecipá-la, depois que o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, indicou o deputado Edson Albertassi para vaga de conselheiro do Tribunal de Contas, no começo desse mês.
A operação aconteceria no final de novembro, mas os investigadores decidiram antecipá-la, depois que o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, indicou o deputado Edson Albertassi para vaga de conselheiro do Tribunal de Contas, no começo desse mês.
O nome dele chegou a ser aprovado por uma comissão da Alerj, mas o caso foi parar na Justiça e uma liminar suspendeu a nomeação. Se o deputado Edson Albertassi fosse confirmado como conselheiro, o Tribunal Regional Federal não poderia cuidar da operação, que passaria para o Superior Tribunal de Justiça.
Os investigadores suspeitam que essa indicação seja uma tentativa de obstrução de justiça e de recomposição da organização criminosa em postos chaves da administração pública.
Respostas
O governador Luiz Fernando Pezão negou que a indicação tenha sido uma manobra e disse que os investigados têm direito à defesa.
O governador Luiz Fernando Pezão negou que a indicação tenha sido uma manobra e disse que os investigados têm direito à defesa.
Jorge Picciani negou ter recebido qualquer vantagem em troca de favores para ele ou para os filhos - e disse que a prisão do filho Felipe foi uma covardia para atingi-lo. Sobre a Assembleia Legislativa do Rio, disse que a instituição não atua a serviço de grupos de interesse, não interfere em aumento de tarifas e não votou isenção de impostos para ônibus. Disse também que a indicação de Edson Albertassi para o TCE foi do governador Luiz Fernando Pezão e aconteceu porque os três auditores a quem caberia a indicação, decidiram não concorrer.
Paulo Melo afirmou que está à disposição da Justiça e vai contribuir com as investigações. O advogado de Jacob Barata vai pedir a liberdade do cliente com base nas medidas ordenadas pelo Supremo Tribunal Federal, que suspendeu a prisão anterior do empresário.
O PMDB fluminense não quis se posicionar e o diretório nacional defendeu o direito de defesa de todos os acusados. A Fetranspor informa que permanece à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários.
A Odebrecht informou que colabora com a justiça. As defesas de Sérgio Cabral, Edson Albertassi, Lélis Teixeira não se manifestaram.
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